Resenhas

Resenha: “O Livro do Feminismo”, tradução por Ana Rodrigues

Oi, beletristas! Desejo a todos vocês um feliz ano novo repleto de novas leituras emocionantes e inesquecíveis! ♥ E, para começar 2021 com muita força, empoderamento e inspiração, trago a vocês hoje a resenha de “O Livro do Feminismo”, escrito por várias autoras, mas traduzido para o pt-br por Ana Rodrigues.

 O Livro do Feminismo | tradução Ana Rodrigues | Editora Globo Livros | edição 2019 | 352 páginas | Nota: ★ ★ ★ ★ ★

Você sabia que Simone de Beauvoir foi influenciada por Mary Wollstonecraft, feminista do século XVIII? E que essa mesma Mary é mãe de Mary Shelley, autora de Frankenstein? E você sabia que nesse mesmo século, as mulheres criaram um salão onde membros femininos discutiam Literatura e demais assuntos? E que os primeiros países a concederem o direito ao voto feminino foram a Nova Zelândia em 1893 e a Austrália em 1902, mas que as mulheres americanas só conquistaram o direito ao voto em 1920?

Você também sabia que experiências na luta antiescravagista serviram como fundamento para o feminismo e conectaram os dois movimentos?

Pois bem, O Livro do Feminismo nos traz todas essas curiosidades e fatos de extrema importância em relação ao movimento feminista. O livro segue uma linha temporal abordando do surgimento do feminismo até os dias de hoje, contando aos leitores sobre mulheres que fizeram a diferença.

Há muito tempo as mulheres são impostas sob o patriarcado. No entanto, com o tempo e influências de pensamentos progressistas, começaram a se questionar por que não podiam realizar atividades que até então eram exclusivas para os homens, por que deviam ser submissas, por que eram sempre inferiores em todos os quesitos, e, através disso, o movimento feminista foi surgindo aos poucos. O Livro do Feminismo, portanto, traz ao leitor uma imersão profunda ao universo do empoderamento feminino, detalhando cada razão para o feminismo existir, explicando e contando toda sua história. Esse livro é fantástico tanto para quem quer se aprofundar no feminismo quanto para quem não o entende muito e deseja conhecê-lo!

Eu, particularmente, sou feminista há anos, mas mesmo assim, diversas afirmações abordadas nesse livro me deixaram muitíssimo surpresa. Por exemplo, várias passagens desse livro sobre situações sexistas que costumavam ocorrer no passado me deixaram absurdamente indignada, como por exemplo no trecho: “A visão geral, como expressa no periódico médico britânico The Lancet, em 1870, era de que as mulheres eram constitucional, mental e sexualmente inapropriadas para as pesadas responsabilidades de um médico. Também se temia que mulheres médicas fossem minar a reputação e qualificação dos médicos homens […]”. Ou seja, as mulheres eram consideradas tão inferiores que jamais se cogitaria um dia conseguirem exercer a profissão médica. Contudo, graças ao feminismo, cá estamos nós conquistando cada vez mais nossos direitos, não é mesmo?

E, como já dito aqui, O Livro do Feminismo nos traz exemplos de várias feministas, um importante exemplo dessas mulheres que podemos citar é Matilda Joslyn Gage, que militou contra a tradição do cristianismo de apoiar a subjugação feminina, ou seja, milita contra instituições opressoras como a Igreja e o Estado, no intuito de lutar por direitos iguais em todos os aspectos da vida. Falecida em 1898, em seu túmulo lê-se:

Há uma palavra mais doce do que Mãe, Lar ou Paraíso. Essa palavra é Liberdade.”

Sendo assim, essa obra inigualável se torna essencial para toda e qualquer mulher que deseja adentrar nesse universo feminista ainda mais ou de primeira viagem. É válida a leitura para qualquer pessoa que se interessa pelo tema e, mesmo que você ache que já sabe tudo sobre esse movimento, você está enganado(a): eu te prometo que você vai descobrir muito nessa leitura. 😉

Sobre a autora

Caminho entre letras e sonhos: sou uma eterna apaixonada pelas viagens que as páginas amareladas de um livro pode me levar. Cada página virada é uma nova aventura; em êxtase entro só de pensar. Amo tudo o que me faz expandir esse universo que eu sou; amo olhar minha estante pensando na próxima aventura em que embarcar eu vou. Entrando em sintonia comigo mesma, sou uma louca alucinada pelas belas letras.

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