Resenhas

Resenha: “Orgulho e Preconceito”, Jane Austen

Hello, meus beletristas! Como vocês estão nessa metade de outubro? (amo esse mês!) Desculpem-me se não consegui postar nos últimos dias, estava ocupadíssima com o trabalho e a faculdade, mas estou sempre aqui, okay? Se não conseguir postar a cada semana, postarei a cada duas semanas, mas estarei sempre aqui. Mas vamos ao que interessa! Hoje trago a resenha de um livro especial para mim. Mas por que especial?

Bom, digamos que é o livro que mais tenho uma forte relação de amor e ódio. Eu tenho esse livro há muito tempo, comprei em 2015 na Saraiva do shopping da cidade ao lado da minha. Eu tinha vontade de conhecer a escrita da tão renomada Jane Austen, e logo me encantei pela edição bilíngue de capa dura. Tamanha decepção foi a que me encontrei ao começar a ler esse livro umas três vezes! Talvez por ser jovem demais na época e não estar acostumada a ler livros clássicos, eu não consegui captar a profundeza da obra, achando o livro um pouco monótono e a linguagem complicada. No entanto, mesmo assim em alguns capítulos eu fiquei totalmente engajada (esse livro é o único livro culpado, aliás, de eu ter perdido o ponto da parada do meu ônibus e ter ido parar no ponto final por estar tão envolvida na leitura). Que ironia, não? O mesmo livro que considerei “monótono” me fez perder a parada do meu ônibus!

 Orgulho e Preconceito  | Jane Austen | Editora Landmark | edição de 2012 | 448 páginas | Nota: 8/10

Acontece que quando crescemos nossas opiniões mudam, evoluímos nossa capacidade de compreensão e então começamos a entender melhor certas coisas. Hoje, ao ler esse livro, entendo o porquê de ser uma obra tão reconhecida na literatura mundial. Jane Austen deu à luz uma protofeminista: Elizabeth Bennet.

Orgulho e Preconceito se passa na Inglaterra no final do século XVIII, em que, numa sociedade patriarcal, as mulheres que não tinham dote passavam a ter possibilidades limitadas de ascensão social. Contudo, a jovem Elizabeth Bennet não precisou de estereótipos femininos para conquistar o nobre Mr. Darcy e defender suas posições com a inteligência de uma filósofa liberal da província, ao contrário de suas quatro irmãs que pensavam apenas em seguir os costumes da época: casar e serem boas esposas.

Orgulho e Preconceito é o primeiro romance de época que li e me surpreendi pelo fato de Jane Austen ter feito uma crítica à futilidade das mulheres dessa época na voz de Elizabeth Bennet — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu, pois realizou seu sonho de casar-se por amor! Que, aliás, era o principal motivo por fazer Lizzy ser tão diferente das mulheres ao seu redor: Lizzy Bennet queria se casar por amor, não por dinheiro.

Eu me surpreendi principalmente pelo choque que levei ao pensar que no tempo de Jane Austen existia romantismo, ao contrário dos dias atuais. Enganados estamos! Pois, naquela época, os casamentos eram movidos pelo dinheiro, apenas. Romance de fato era raro, eis então o motivo de Lizzy ser tão sortuda!

Mr. Darcy, aliás, é encantável. O romance entre ele e Elizabeth arranca suspiros [ALERTA DE SPOILER] mesmo sem ter acontecido nenhum beijo. Isso mesmo — Jane Austen nos faz esperar por um beijo entre o casal o livro inteiro e não acontece nenhum! [FIM DE SPOILER, PODE CONTINUAR LENDO] De qualquer forma, Lizzy e Mr. Darcy é um dos casais mais apaixonantes da literatura mundial. Apesar de Elizabeth achar Darcy um homem arrogante, orgulhoso e que não se importam com o que pensam dele, pouco a pouco ele vai mostrando ser o oposto disso. Vale a pena conhecer esse romance maravilhoso!

Então, fica a minha dica de um dos mais belos clássicos da literatura! A leitura vale a pena, e não se esqueça de ir correndo assistir ao filme logo depois de terminar o livro! Jane Austen nos arranca suspiro e nos leva a imaginar amores perfeitos, bailes emocionantes e fantasias apaixonantes… ♥

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Sobre a autora

Caminho entre letras e sonhos: sou uma eterna apaixonada pelas viagens que as páginas amareladas de um livro pode me levar. Cada página virada é uma nova aventura; em êxtase entro só de pensar. Amo tudo o que me faz expandir esse universo que eu sou; amo olhar minha estante pensando na próxima aventura em que embarcar eu vou. Entrando em sintonia comigo mesma, sou uma louca alucinada pelas belas letras.

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