Resenhas

Resenha: “Pollyanna”, Eleanor H. Porter

Oi, beletristas! Depois de tanta onda de tristeza, vim trazer uma obra que tem uma bela capacidade de poder trazer luz a esse momento tão conturbado que estamos vivendo: Pollyanna.

A obra, publicada em 1913, trata-se de um clássico infantojuvenil cujos escritos contam a estória de Pollyanna, que se passa na pequena cidade de Beldingsville, no interior dos Estados Unidos – onde a órfã chega, aos 11 anos de idade, para morar com sua tia rica, Polly Harrington.

Pollyanna Eleanor H. Porter | Editora Pé da Letra | edição de 2018 | 184 páginas | Nota: 10/10

Na esperança de ser bem recebida, contudo, a garota se frustra ao se deparar com uma tia irritadiça e intransigente. Entretanto, isso não lhe afeta o modo como enxerga a vida. Mesmo lidando com uma tia rabugenta, Pollyanna cativa a todos por onde passa, ensinando-os o seu extraordinário “jogo do contente”.

E é aqui onde quero chegar com vocês. Por que essa obra, um clássico que parece ser tão infantil, merece destaque? Como se fosse uma espécie de Pequeno Príncipe… Oras, Pollyanna nos traz um grandíssimo ensinamento. O jogo do contente trata-se de um jogo que Pollyanna faz para lidar com seus dilemas da vida, ensinado por seu pai. Trata-se de um jogo em que a pessoa, quando encontra-se em um estado de tristeza, tenta achar alguma razão que lhes traga alegria. O livro traz uma mensagem de otimismo e superação das dificuldades, sendo impossível não se encantar com a pequena garota, que nos traz um exemplo de amor, amizade e de como ver sempre o lado bom da vida. Por onde passa, Pollyanna leva tais ensinamentos, cativando, posteriormente, até mesmo a sua tia rabugenta – o que eu achei impossível de acontecer conforme fui lendo (sério, a tia dela é um porre).

E, onde se encaixaria o jogo do contente agora, Márcia, que estamos diante de uma pandemia com milhares de pessoas morrendo todos os dias, com um governo claramente incapaz de lidar com uma crise de saúde?

Parece difícil tentar achar um motivo para se alegrar nesse momento. E realmente é. Por meses de quarentena eu não consegui (até mesmo porque meu estado deprimido me impediu um pouco). Mas, caminhando aos tropeços, com várias pedras no caminho como já “dizia” Drummond, eu estou enxergando coisas belíssimas nesse momento. Como por exemplo, a proximidade familiar. Muitos vivemos vidas corridas – a modernidade líquida de Bauman -, com horário para tudo, com pressa para pegar o trem, para não se atrasar para o trabalho/faculdade etc… e nem vemos o tempo passar. Não vemos os filhos crescerem, os irmãos, ou os pais envelhecerem. Não passamos tempo com a família, não temos refeições juntos, não nos divertimos juntos… E agora, na era do home office e EAD, apesar de todas as dificuldades da urgência que tivemos que instalar essa nova realidade – o tal do “novo normal” -, nós estamos mais pertinho de quem amamos. Eu, por exemplo, faço várias atividades novas com meu avô e com minhas irmãs, e tem sido incrível jogar juntos, ver filmes ou a novela juntos, cozinhar… Creio que eu aprendi, finalmente, a jogar o jogo do contente! Obrigada, Pollyanna.

Sobre a edição, aliás, achei belíssima! Eu sou louca por livros de capa dura, e as bordas cor-de-rosa deixaram-no ainda mais lindo.

Fica então a minha recomendação de leitura para quem precisa de algo leve e que traga luz em tempos de caos! Até o próximo post. ♥

E se ficou com vontade de ler Pollyanna, compre na minha loja de livros da Amazon! ♥

Sobre a autora

Caminho entre letras e sonhos: sou uma eterna apaixonada pelas viagens que as páginas amareladas de um livro pode me levar. Cada página virada é uma nova aventura; em êxtase entro só de pensar. Amo tudo o que me faz expandir esse universo que eu sou; amo olhar minha estante pensando na próxima aventura em que embarcar eu vou. Entrando em sintonia comigo mesma, sou uma louca alucinada pelas belas letras.

(4) Comentários

  1. Linda análise, Marcya! Gratidão!!! Já vou procurar esse livro pra colocar na minha lista!

    1. Eba!!! Espero que goste da leitura! <3

  2. Parabéns pela resenha! Deixa gostinho de quero mais.

    1. Muito obrigada, meu amor! >< Fico feliz com seu comentário. <3

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