Resenhas

Resenha: “O Pai Goriot”, Honoré de Balzac

Na volta às aulas, uma amiga muito especial, a Vitória, me presenteou com esse livro incrível e um abraço maravilhoso. Ela disse “espero que você goste, porque eu amo Balzac”. Mal ela sabe que nem gostei, eu adorei e fiquei muito grata e empolgada com a leitura!

Qualquer pessoa em sã consciência sabe que o melhor presente do mundo para um beletrista é ganhar livros. E fiquei muito feliz de ter ganhado esse – feliz em dobro porque foi ela que deu -, ansiosa por conhecer o tão renomado Balzac. Isso, foi meu primeiro contato com o autor.

O Pai Goriot | Honoré de Balzac | Editora Folha de S. Paulo (Coleções Folha) | 1834 | 300 páginas | Nota: 8.5/10

O livro retrata a sociedade parisiense do século XIX, do ponto de vista socioeconômico. Conta a história de um jovem estudante de Direito chamado Eugéne Rastignac, que, por ambição, sai do interior da França e se instala na pensão Vauquer a fim de enriquecer em Paris; conquistá-la. Nessa mesma pensão, conhece o pai Goriot.

Goriot é um senhor que enriquecera durante a revolução francesa pela venda de trigo e dera praticamente toda a sua fortuna para suas filhas, no intuito de ver a ascensão destas na sociedade vigente à época. Entretanto, decepciona-se ao ser esquecido por sua prole, que, uma vez afortunadas, mostram-se indiferentes a seu pai, visitando-o poucas vezes e pouco falando com o mesmo, envergonhadas pela origem da riqueza do homem.

“- Ah! Se eu fosse rico, se eu tivesse guardado minha fortuna, se eu não lhes tivesse dado toda ela, elas estariam aqui, lamberiam minhas faces com seus beijos! Eu estaria num palacete, teria belos quartos, criados, fogo para mim; estariam chorosas com seus maridos, seus filhos. Eu teria isso tudo. Mas que nada. O dinheiro compra tudo, até mesmo filhas. […] Pelo menos quando um desgraçado é amado pode ter certeza de que é pra valer.”

Com isso, o pai Goriot acaba sendo ridicularizado pelos moradores de Vauquer, que nem acreditam que o velho possui filhas, tamanha indiferença que é tratado por estas. Quando as damas visitam-no, todos indagam-se quem podem ser aquelas belas ricas mulheres e por que estão ali. Rastignac é o único que acredita em Goriot, sendo este o narrador da história, que vai contando as tramas da pensão.

Ao decorrer da obra, Balzac explora as facetas de uma sociedade burguesa, mostrando como o demasiado fascínio por poder e dinheiro pode ter a capacidade de até mesmo destruir famílias.

No geral a leitura me agradou bastante, mas percebi que Balzac demanda paciência. Às vezes, senti vontade de parar o livro e terminar depois, mas talvez fosse por estar lendo num período de muito estresse universitário. Adorei ter conhecido a escrita de Balzac, que pensei que fosse ser pesadíssima, mas me surpreendi ao notar ser extremamente acessível. É gostosa, flui fácil e me rendeu até mesmo boas risadas. Vale a pena! 😉

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Sobre a autora

Caminho entre letras e sonhos: sou uma eterna apaixonada pelas viagens que as páginas amareladas de um livro pode me levar. Cada página virada é uma nova aventura; em êxtase entro só de pensar. Amo tudo o que me faz expandir esse universo que eu sou; amo olhar minha estante pensando na próxima aventura em que embarcar eu vou. Entrando em sintonia comigo mesma, sou uma louca alucinada pelas belas letras.

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